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É um programa educacional desenvolvido em
parceria com a instituição
AMRAD
de Portugal, que visa repassar tecnologia de
construção de um satélite de radiocomunicação de baixo
custo chamado CAMÕESAT-1 com a participação ativa
de estudantes de escolas técnicas e universidades. O
satélite irá, entre outras coisas, se integrar a uma rede
de outros satélites que já se encontram em órbita,
permitindo a monitoração clima e do aquecimento global do
planeta. O projeto será implantado nas escolas e
universidades com base em um protótipo que já se encontra
em fase de construção.
Os estudantes que ingressam no ensino técnico
profissionalizante possuem elevada restrição ao
conhecimento técnico da área espacial, a qual está
atualmente em plena fase de crescimento em função do amplo
programa espacial brasileiro. Isto ocorre devido à pequena
abordagem do assunto em feiras de ciências, falta de
divulgação de artigos técnicos através dos meios de
comunicação, ao escasso acesso a informações técnicas que
normalmente são encontradas somente no meio acadêmico e
quase que exclusivamente em idioma estrangeiro.
As ações deste projeto vão contribuir para
minimizar este problema, pois além de promover a
divulgação em idioma português e do conhecimento acumulado
sobre as atividades espaciais na área de construção de
satélites, ele permite a elevação do nível técnico e o
aperfeiçoamento profissional dos estudantes e professores
envolvidos. |
O mundo atual globalizado é extremamente
dependente dos produtos oriundos da área espacial.
Telecomunicações, monitoração, previsão de tempo e clima,
projeção de safras agrícolas e controle do meio ambiente
são algumas das atividades humanas que dependem de dados
de satélites.
Outro aspecto a ser considerado é o fato de
que os produtos gerados pelo conhecimento da área espacial
atravessam as fronteiras do seu uso em satélites, foguetes
e ônibus espaciais para fazer parte do cotidiano da
sociedade, facilitando, assim, a contextualização efetiva
do conhecimento, o que contribui para um aprendizado
significativo pelo aluno.
Ademais, há que se considerar, também o
especial interesse que os alunos e professores em geral
demonstram pela área espacial, fator essencial para que o
processo ensino-aprendizagem se desenvolva de forma
criativa.
Por intermédio da disseminação do conhecimento
tecnológico e da ciência espacial podemos, por exemplo,
incentivar os jovens a questionar inúmeros aspectos do
mundo natural como a influência do Sol na Terra, as causas
do efeito estufa e do aquecimento global, a evolução do
planeta e do sistema solar ou mesmo perguntas tão
fundamentais como: “de onde viemos” ou “qual o destino do
universo”. Por fim, pensar e refletir sobre de que forma
podemos contribuir com novas tecnologias para preservar as
condições ideais de suporte de vida em nosso planeta.
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O ARISS (Amateur Radio on the
International Space Station) representa o primeiro
programa educacional a bordo da Estação Espacial
Internacional (ISS) patrocinado pela NASA.
Utilizando-se de uma estação de
rádio-comunicação, alunos de escolas e universidades de todo o
mundo têm a experiência de conversar com astronautas e
cosmonautas no
espaço e aprender sobre inúmeros assuntos, dentre eles
como são realizados os vôos espaciais e como é viver e
trabalhar no espaço,
tendo assim uma visão ampla de como é a realidade das
explorações espaciais tripuladas, além de aprenderem
também sobre a matemática e a física envolvidas nesse tipo
de atividade.
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Escoteiros do 92º GE aguardando para fazer
suas perguntas |
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Escoteira falando com o astronauta Leroy Chiao |
Esta experiência possibilita aos alunos
trocarem informações sobre os mais variados temas,
despertando neles o interesse pela ciência e tecnologia,
inclusive servindo como incentivo vocacional. Mais de 350
escolas e universidades em todo mundo já participaram
deste programa, inclusive escolas brasileiras. E a sua
escola pode ser a próxima. Fale com seu professor(a) sobre
o assunto e inscreva-se já. Não há custos envolvidos para
as escolas interessadas em participar.
Para assistir a
participação de uma escola brasileira em um dos eventos
promovidos pela AMRASE, clique no link abaixo:
Download Vídeo ARISS - 7.6
MB |
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Trata-se de um projeto de construção de um
avião planador com capacidade de realizar vôos
tripulados em alta altitude (estratosfera). Sua construção
contará com a participação de escolas politécnicas e
universidades.
Inicialmente, um protótipo não-tripulado desta aeronave
será construído e testado para análise de performance
aerodinâmica em grandes altitudes.
O BRASIL
I foi
idealizado para atingir 100.000 pés de altitude, levando a
bordo, além dos instrumentos de navegação,
equipamentos de radiocomunicação, sistema automático de
posicionamento (APRS), transponder, câmeras de
vídeo e sensores que enviarão dados de telemetria em tempo
real para
estudantes e pesquisadores em solo. |

Concepção artística do vôo na estratosfera
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Para levar o BRASIL
I até a
estratosfera, será utilizado como meio de propulsão um
balão especial fabricado com filme plástico e fibra de poliéster
que conduzirá a aeronave até a altitude estimada do
desengate, quando a mesma iniciará o vôo de planeio até o
solo.
Durante todas as fases do vôo, a tripulação
estará usando equipamento de suporte à vida que manterá a
oxigenação, pressão e a temperatura adequadas para
sobrevivência no ambiente de grande altitude ao qual
estarão expostos.
Os tripulantes estarão em permanente contato via áudio e
vídeo com o controle da missão que por sua vez estará
coordenando o vôo com o controle de espaço aéreo. A grande
altitude de vôo a ser
atingida pelo BRASIL
I permitirá observar a escuridão no limiar do espaço
exterior. |

Modelo de traje pressurizado para grandes
altitudes |